Maus hábitos de inverno podem refletir na alimentação e na saúde ginecológica

Escurecimento da região íntima: entenda as causas e quando o clareamento pode ser indicado
2 de julho de 2026
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Asian woman in winter eating cereals in the kitchen

Segundo as especialistas da clínica Ginelife, a ginecologista Dra. Ana Carolina Romanini e a nutricionista Gaby Esteves, comportamentos comuns no inverno, como a menor ingestão de água, a redução da prática de atividades físicas, o maior consumo de alimentos calóricos e o uso prolongado de roupas justas ou sintéticas, podem favorecer o aparecimento ou a piora de algumas condições.

“Um dos principais sinais de alerta para o período são as infecções urinárias. Durante os dias frios, é comum que muitas pessoas reduzam o consumo de água e passem mais tempo sem urinar, fatores que aumentam o risco do problema”, destaca a ginecologista Dra. Ana.

A médica explica ainda que a alimentação pode influenciar outras condições ginecológicas. “O menor consumo de frutas e vegetais, a baixa ingestão de fibras e o excesso de açúcar podem interferir no equilíbrio da microbiota intestinal e vaginal, favorecendo quadros de constipação e candidíase. Já a falta de atividade física e a baixa hidratação podem intensificar dores em mulheres que convivem com a endometriose”, complementa.

Outro exemplo é a síndrome dos ovários policísticos (SOP), condição que, segundo a especialista, possui relação com a resistência à insulina, sendo assim, dietas ricas em açúcares, massas refinadas e gorduras podem contribuir para a piora dos sintomas.

Do ponto de vista nutricional, a estação também traz desafios. Sopas mais gordurosas, chocolates quentes, fondues, sobremesas e alimentos industrializados costumam ganhar espaço no cardápio.

De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, os ingredientes e métodos utilizados na fabricação de alimentos ultraprocessados alteram de forma desfavorável sua composição nutricional. Para aumentar a durabilidade e intensificar o sabor, esses produtos costumam conter quantidades elevadas de sal, açúcar e gorduras, o que pode favorecer o desenvolvimento de obesidade e outras doenças crônicas. Por isso, é importante redobrar a atenção ao consumo de conservas, frutas em calda, produtos industrializados e itens com excesso desses ingredientes.

O segredo, segundo a nutricionista Gaby Esteves, está em fazer escolhas mais estratégicas e equilibradas, priorizando ingredientes que promovam maior saciedade e ofereçam melhor qualidade nutricional. Na preparação de caldos e sopas, a recomendação é optar por leguminosas ricas em fibras, como lentilha, feijão-branco ou grão-de-bico, no lugar de acompanhamentos como o tradicional pão francês. Outra dica é transformar a sopa em uma refeição completa, incluindo fontes de proteína como frango desfiado, carnes magras, ovos ou tofu. Para dar cremosidade e substituir cremes de leite e molhos prontos, vale investir na aveia ou no farelo de aveia.

“Já para os temperos, as especiarias como  canela, gengibre, cúrcuma, alecrim, páprica e noz-moscada são bem-vindas, pois, realçam o sabor dos alimentos. Para o momento da sobremesa, uma boa pedida é utilizar frutas aquecidas, como banana assada com canela, maçã com aveia ou pêra cozida com especiarias.  E para quem não abre mão do chocolate, a minha recomendação é escolher versões com maior teor de cacau”, indica a nutri.

“Pequenas mudanças de hábitos durante o inverno podem refletir diretamente  no equilíbrio da microbiota, na saúde ginecológica e bem-estar físico e emocional da mulher”, finaliza a Dra. Ana Carolina.

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