Saiba mais sobre o DIU

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Em dezembro de 2017, ficou mais fácil ter acesso ao DIU pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Isso porque a rede ampliou a distribuição, que chegou a mais estados e autorizou que mulheres que tivessem acabado de dar à luz já começassem a fazer uso do método. Nem todo mundo sabe, contudo, que apenas o DIU de cobre é disponibilizado gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. Ele é um método eficaz de controle de natalidade, mas diversos médicos contra-indicam seu uso em adolescentes.

Muitas mulheres, em busca de métodos contraceptivos mais naturais, ou seja, livre de hormônios, também encontraram no DIU de cobre uma alternativa.

O DIU de cobre é mais barato e dura cerca de 12 anos.O fio de cobre promove uma oxidação dentro do Útero e libera uma substância que impossibilita qualquer fecundação, antigamente, o DIU era de plástico e muita gente acreditava que ele era abortivo. Depois de muitos estudos, chegou-se à conclusão de que o cobre mataria os espermatozoides e tornaria inviável essa teoria do aborto.

O DIU levonorgestrel é mais caro e dura de três a seis anos. É um dispositivo medicado. Em volta da haste, existe um recipiente com anticoncepcional, chamado levonorgestrel, que é muito semelhante à progesterona. O dispositivo levonorgestrel tem mais vantagens. A mulher para de menstruar, não sente mais cólicas e, consequentemente, tem menos riscos de desenvolver Endometriose. Além disso, o popular Mirena impede que os espermatozoides entrem no colo do Útero. Consequentemente, impede que bactérias peguem carona e se instalem dentro do organismo feminino. Ou seja, de certa forma, o DIU hormonal, diferentemente do de cobre, oferece certa eficácia contra algumas ISTs, como a Clamídia.

Mas é claro que nem todo mundo pode usar DIU, seja ele qual for. Primeiro, é essencial que a menina faça vários exames, que serão pedidos pelo(a) ginecologista, como de sangue e ultrassom transvaginal. Todo cuidado é pouco, pois  uma perfuração uterina pode acontecer se o dispositivo for mal colocado. É normal que a menina sinta cólicas e apresente um leve sangramento após a colocação do DIU, mas esses sintomas não podem ser intensos nem duradouros. Caso contrário, é sinal de que o corpo não se adaptou. Qualquer tipo de DIU é contra-indicado para pessoas com má formação uterina, que têm pólipos ou miomas e/ou que trocam muito de parceiro. O de cobre, em especial, é vetado para mulheres que sentem muita cólica e/ou já apresentam fluxo menstrual muito intenso. Ele tende a aumentar muito mais o sangramento. O corpo, ao perceber isso, vai fazer o quê? Coagular. E a trombose nada mais é que uma coagulação sanguínea. Então, o dispositivo de cobre também pode dar trombose.

O levonorgestrel usado no DIU é um hormônio bastante comum e semelhante ao utilizado em grande parte das pílulas anticoncepcionais. Logo, é importante que a menina faça exames de sangue para detectar se têm riscos de desenvolver trombose com mais facilidade. A principal diferença para o método oral é que, ao ingerir o hormônio, o corpo pode apresentar mais efeitos colaterais, como náuseas e enjoos, diferentemente do que ocorre com o DIU hormonal, que fica liberando hormônios aos pouquinhos e continuamente na corrente sanguínea. Além disso, ele interrompe de vez a menstruação, ao contrário das pílulas, que apenas controlam o ciclo, mas não brecam por inteiro o fluxo. Também é importante lembrar que, ao usar o popular Mirena, a mulher deixa de ovular, diferentemente do que ocorre se ela usar o DIU de cobre, em que continua ovulando e menstruando.

 

 

 

 

 

Fonte: https://capricho.abril.com.br/

 

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